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A proposta é simples: desenvolver um personagem, de forma que ele seja capaz de entregar uma boa história ao leitor, e a partir dessa construção, o autor construa uma história. O processo vem com o desafio de se aprofundar nesse personagem, ou seja, de conhecê-lo profundamente. 


Quando comecei a dar aulas de criação literária, descobri como é interessante observar o personagem de outros escritores, quando eles ainda são apenas uma possibilidade, um rascunho de ideia. Também identifiquei algumas questões, como a dificuldade de alguns em desenvolver personagens que tragam características que se opõem à essência de quem são. Usar referências da própria realidade é um recurso valiosopara a ficção, mas muitos são aqueles que, por exemplo, não constroem seus personagens com desvio de caráter por pensar “eu não sou assim”.

 

Você pode não ser assim, mas aí está a beleza da criação, porque o seu personagem pode ser quem e como ele quiser. Ao descobrir isso, o autor tem acesso a uma liberdade criativa ampla, mas que exige bom senso e qualidade da narrativa.


Liberte um personagem se tornou um mantra que passei a repetir durante as aulas para aqueles que sabiam que o carregava por aí, sem ter ideia de como vesti-lo com uma história que o acomodasse em suas particularidades.  


Acredite, acontece de os personagens precisarem de uma boa terapia, para então assumirem seu papel. 

 

Ano passado, ministrei a primeira oficina Liberte um personagem e a próxima deve acontecer em março de 2023. Aliás, vocês podem conferir o resultado, lendo alguns contos das participantes. No entanto, os interessados podem optar por aulas individuais. Os encontros, tanto a oficina quanto as aulas, acontecem online. 

 

Tópicos do curso e da oficina

 

De onde vêm os personagens?
A realidade que fortalece a ficção.
O espião pode lavar as roupas da esposa. A esposa do espião pode espiar o espião e, secretamente, odiar lavar roupas. Muito da nossa realidade pode colaborar para o desenvolvimento da ficção. Lembre-se de que você não é o personagem, mas irá vesti-lo enquanto conta uma história.

 

Não tem de ser isso ou aquilo
As características do personagem que indicarão história a ser contada.
Não importa o que o seu personagem faz, mas como ele o faz, tampouco se ele é do bem, do mal ou um pouco isso e outro tanto aquilo, mas como ele é o que é. Fique íntimo do seu personagem, dando a ele a oportunidade de colaborar no desenvolvimento de história coerente e interessante.


Liberdade e criação
Seu personagem pode ser péssimo, mas a forma como você irá abordá-lo, não. 
Nem todo personagem nascerá super-herói ou arqui-inimigo. O importante é que ele seja passível de quaisquer erros ou acertos e que o seu valor estará na forma como você contará a história dele.


Camadas da personalidade
E se for um anti-herói?

Desenvolver um personagem nada simpático ou benevolente pode ser muito enriquecedor. A forma como você aborda o personagem define a diferença entre um herói sem atrativos e um anti-herói para lá de interessante. Resumindo: se você decidir escrever sobre um herói sem atrativos, que seja de forma bem atraente.

 

Liberte um personagem
Criando uma breve história a partir da construção daquele personagem que não lhe dá sossego.

Hora de libertar o personagem. Criação de um conto com o personagem desenvolvido durante a oficina. Este texto será analisado, discutido, e, se necessário, serão feitas sugestões para seu aprimoramento.